quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CONGRESSO DE VEREADORES - ROLÂNDIA - PR.


POLÊMICA EM FOZ DO IGUAÇU
 Falando em política uma vez fui representar Rolândia num Congresso de vereadores do Brasil em Foz do Iguaçu...Hotel Carimã...No ultimo dia do evento houve um espaço para que os vereadores apresentassem proposições que pudessem servir para o Brasil. Apresentei duas proposições: A legalização do jogo do Bicho e a recomendação de Tribunas livres nas Câmaras Municipais. Meninos!...eu não esperava que as proposições fossem dar tanto "pau" como deu. Os vereadores do nordeste...de minas e o tal de Neivo Beraldim de Curitiba pediram a palavra e "desceram o cacete" nas minhas idéias...viraram um abelheiro... Pedi a palavra e enfrentei a turba raivosa mas não adiantou nada os caras ficaram mais bravos ainda e votaram contra...só obtive um apoio..de um vereador do Estado de Sao Paulo defendeu as minhas proposições. No final da votação dois votos favoráveis e os demais contra....Tive que sair de fininho pois tinha neguinho que além de votar contra ainda queria me bater por umas verdades que acabei falando na hora da raiva...Bom mas de qualquer forma levei o nome de Rolândia para todo o Brasil (risos).  Nunca mais quis ir nestes Congressos (risos). JOSÉ CARLOS FARINA - ROLÂNDIA - PR.

PERAZOLO E O CHEQUE

PERAZOLO
Lembro-me tbm que uma vez o governador encaminhou a pedido de Eurides um cheque do governo para a Prefeitura para que Perazolo fosse receber das mãos do presidente da Camara Dr. Osni Giordani. A intenção era que a conquista fosse atribuida ao grupo de Eurides...Perazolo pediu a mim na qualidade de seu lider na Câmara que dissesse ao representante do governador que aquilo era uma palhaçada e que ele não iria não a Câmara buscar o cheque. Com a negativa do prefeito deu uma dor de barriga em todos e tiveram que desligar os microfones pois eu falei lá tudo o que o Perazolo pediu. O pres. da Câmara depois acabou depositando o cheque na conta da prefeitura e nunca mais se meteram a peitar Perazolo daquela forma.
JOSÉ CARLOS FARINA - ROLÂNDIA - PR.

PERAZOLO E O DEPUTADO

MAIS UMA DO PERAZOLO
Lembro-me do tempo em que Perazolo era prefeito e o Eurides deputado. Perazolo pra conserguir alguma coisa em Curitiba tinha que pedir escondido do Eurides senão ele brecava. Uma vez, eu, o zinho, o galvão e o Cesar tivemos uma audiencia com o ex-secretário dos transportes Mario Pereira e com o Eurides (deputado) Na ocasião pedimos o asfaltamento com pedras irregulares para o trecho de km 10 ao Bartira e obtivemos a autorização do secretário. Para a surpresa nossa o ex-deputado na cara dura foi contra. Eu gritei com Eurides, mandei ele ficar quieto e exigi do secretário que fosse assinado a ordem de serviço na nossa presença o que foi feito. Os ex-vereadores citados podem confirmar este fato. Este fato esta transcrito em ata na Câmara na época Municipal pois foi alvo de um discurso deste que vos fala. A Tribuna tbm publicou na época a matéria.
JOSÉ CARLOS FARINA - ROLÂNDIA - PR.

A BENÇÃO PAI - COSTUMES DO PARANÁ - ROLÂNDIA

COSTUMES ANTIGOS E BONS
Hoje sou evangélico e saúdo os irmãos com a Paz do Senhor mas quando pequeno aprendi com os meus
pais, avós e tios um costume de católicos antigos que eu acho correto e pratico até hoje: Pedir a benção dos
pais, avós, tios e padrinhos. Até hoje, eu, meus irmãos, alguns sobrinhos (o Farininha é um deles) pedimos a benção quando chegamos e quando saímos. Da mesma forma que Jacó pediu e recebeu a benção de seu pai Isaque e a recebeu, sendo feliz, próspero e saudável este é um costume de uma fé verdadeira que todos deveriam seguir. - A benção pai!.....Deus te abençoe meu filho!.... 
JOSÉ CARLOS FARINA - ROLÂNDIA - PR.

CAUSOS DE ASSOMBRAÇÃO - ROLÂNDIA - PR.

EM VOLTA DO FOGÃO À LENHA

Eu e meu primo sentávamos a beira do fogão de lenha caipira e sentados em volta da mesa iluminada por lamparina ficavam os meus avós, meu tio e amigos contando causos de assombração e tomando café torrado em casa. Era gostoso sentir o cheiro do café e o calor do fogo. As vezes minha tia fazia pipoca com gordura
de porco ou pão com torresmo...Conforme as pessoas se mexiam era projetado na parede as sombras gigantes...Tudo aquilo era mágico e ao deitarmos ficávamos recordando os causos e demorávamos para dormir com medo que algumas daquelas assombrações viessem gemer na beira da cama ou puxar as cobertas. (deitar com os pés de fora nem pensar...) Lembro-me de várias causos...um deles o peão vinha voltando do namoro à cavalo e passando perto de uma certa porteira mal assombrada sentiu que alguém pulou na sua garupa...quando olhou era um homem que havia morrido próximo dali e vinha sempre esperar as pessoas nas noites de lua cheia....a meia noite...
Meu primo, quase toda a noite, tinha que repetir um causo de assombração que ele ouviu que era mais ou menos assim: "Uma mulher pediu pra seu filho ir no açougue comprar carne. No meio do caminho gastou todo o dinheiro com sorvete. Como a mae era brava, foi até o cemitério e desenterrou um cadáver que havia  morrido naquele dia e tirou um pedaço que entregou para a mãe , que sem saber,  fritou na janta. À noite, a meia noite, no escuro o menino ouviu abrir a porta do seu quarto e olhando viu um vulto branco que veio até a sua cama. O menimo se escondeu debaixo da coberta. A assombração vinha gemendo e falando: - "eu sou o dono daquela carne que vc roubou no cemitério....eu quero a minha carne de volta....eu estou ao seu lado....eu vou pegar no seu pé....oh oh oh oh oh oh!.....Mesmo tendo ouvido várias vezes, a molecada sempre tinha medo e sempre se escondiam debaixo da coberta....(risos)
JOSÉ CARLOS FARINA- ROLÂNDIA - PR.

CÂMARAS DE VEREADORES ANTIGAS DE ROLÂNDIA - PR.

CÂMARA DE 88 a 1992

Meu pai, José Farina Filho (de saudosa memória) sempre contava que nas Câmaras Municipais antigas aqui de Rolândia, dos anos 50 e 60 e clima era tão pesado e que muitas vezes o vereador chegava, tirava o revólver e colocava em cima da mesa e depois sentava. O Horácio Negrão (pai) de saudosa memória, me contou uma vez que estava secretariando os trabalhos (redigindo a ata) e de repente o clima ficou tenso. Dois vereadores (um de origem turca)  começaram a discutir e de repente pegaram os revólveres (todos três oitão). Horácio não esperou o primeiro tiro. Correu e foi se esconder nos fundos da Câmara, atrás de um pé de bananeira que havia lá. Não é para menos, aquele pessoal antigo (na maioria das vezes) não contavam até dois para atirar....

José Carlos Farina - Rolândia - Pr.

INFÂNCIA EM ROLÂNDIA - Pr. - ANOS 50 E 60

TEMPO BOM
 A minha infância foi a melhor possível. Nem pensar em trocar com a infância das atuais gerações. Na minha época brincávamos de: Cowboy, índio, carrinho, arco e flexa, estilingue, rolemã, biblioquê, peão, bétis, bolinha de gue, bafo,  rela-rela, salva, balança caixão, caçavamos passarinhos, nadávamos no rio e cachoeira, pescavamos de peneira, andavamos à cavalo, de carroça e charrete, faziamos coleção de gibis, íamos ao matinê, jogavamos futebol na rua, passavamos férias no sítio dos tios, faziamos carrinhos com rodas de pau....

José Carlos Farina - Rolândia - Pr. - foto da familia Farina

AVENTURAS EM ROLÂNDIA - ANOS 70

ANOS 70
 No meu tempo qualquer pessoa podia sair à noite ou de madrugada e nunca acontecia nada. A gente andava "duro" mas podia se divertir a vontade. Íamos aos bailes, voltávamos de madrugada e tudo era
romantico e inocente. Havia sim rivalidade entre os jovens de cambé com os de Rolândia. Uma vez saímos em disparada com a TL do meu primo com os caras de cambé "metendo bala" em nós. Meu primo (Toninho Lovato) naquele dia dirigiu melhor que o Rubinho Barachelo...(risos) O máximo que fazíamos de loucuras era roubar pão e leite que eram deixados nas casas de madrugada. Quando a dona da casa acordava era só ir lá na varanda e pegar o pão quentinho e o leite natural da fazenda.

Uma vez fomos de táxi a um baile no Caramurú (cada um deu a sua parte da despesa). Ficamos até de madrugada e depois voltamos a pé tentando pegar carona. Era noite de lua cheia....viemos contando causos e acabamos chegando. E é claro ninguém deu carona. Também naquela hora da madrugada quem iria parar para três rapazes cambaleando de tanto tomar "rabo de galo!....(risos) 

Nesta madrugada o meu primo o toninho (Prêto)  aprontou uma que eu nem conto....passou um caminhão cheio de rapazes e moças....dedamos para pedir carona...além de não parar os caras começaram a gozar da nossa cara...o meu primo pegou um torrão de terra e jogou nos caras...os caras pediram para o motorista parar e vieram pra cima de nós....nunca corri tanto....corremos do Pinheirão até a ponte do Cafezal...to cansado até hoje... 

A uma certa altura um dos caras gritou "lá vai bala"...olhei de lado e o meu primo estava correndo em zigue - zague...perguntei: - o que vc está fazendo? ele respondeu: - nao tá vendo ....é pras balas não acertar...aí os três começaram a correr em zigue e zague....(risos)
( José carlos farina - Rolândia - Pr. - foto by Farina )

GRUPO ESCOLAR (GRUPÃO ) ROLÂNDIA - PR.

ESTUDANTES ANTIGOS
 Eu (e a maioria da molecada) estudei o primario no Grupão Souza Naves. No recreio serviam sopa de fubá (risos). tinha que trazer o prato (eu não levava não!) (risos) Só comia lá quando serviam leite preparado com
o pó mandado de presente pelo presidente John Kennedy. As vezes serviam pão com pasta de aveia....Ai ninguém ficava de fora....No intervalo os marmanjos queriam bater nos mais pequenos e fracos. Como nao sou bobo fiz amizade com o Ladislau (um cara super respeitado) Um dia um grandão queria me bater (devo ter aprontado alguma) na hora "h" adivinha que chegou pra me salvar? acertaram... O Ladislau....
Nesta  época eu era amigo do Mauro Rodrigues (e sou até hoje)...um dia encontramos um fihote de pardal na entrada do Grupão. O Mauro muito sacana falou: - Farina pega pra você é filhote de  canarinho!....Inocentemente acrediteie coloquei o fihote no bolso do Guarda Pó (uma espécie de jaleco)...risos. No meio da aula o filhote escapou e a molecada endoidou pra pegá-lo. resumindo...acabou a aula. Da janela da sala vi que o filhote entrou no porão da sala. Na saída fui lá e o peguei e o levei para casa.
Acabei levando uma bronca do meu saudoso pai: - "Solta este passarinho Zé Carlos, você não está vendo que é um filhote de Pardal!...Acabei criando o pardal na gaiola por uns tempos... 
                                                              
José Carlos Farina - Rolândia - Pr.- Foto da Familia Farina