sábado, 22 de abril de 2023
sexta-feira, 21 de abril de 2023
domingo, 9 de abril de 2023
HOMENAGEM PÓSTUMA A OSNI GIORDANI ROLÂNDIA
Hoje, com muita tristeza recebi a notícia que meu querido amigo de longos anos nos deixou...
Dr Osni Domingos Giordani , foi um dos primeiros médicos que conheci quando cheguei em Rolândia, a nossa amizade não tem definição, me apoiou muito, aprendi muito com ele, era o verdadeiro médico de família. Trabalhamos juntos em diversas situações, nas urgências hospitalares, horários noturnos em residências,, em fazendas, na Big Frango ( hoje JBS ), etc...,uma baita sincronia de trabalho e amizade..., os tempos eram outros...
Um grande amigo, companheiro e irmão, gostava de um bom vinho, como todo italiano, de jogar futebol na sua chácara, após um churrasco com amigos, era um fervoroso torcedor do Palmeiras...
Foi sócio proprietário dos 3 hospitais de Rolândia , mas sua casa era o Hospital São Lucas..
Foi candidato a prefeito, foi maçom,recebeu recentemente a Comenda Roland, uma homenagem aos bons serviços prestados à comunidade , etc, etc..., mas principalmente um médico da família, um ótimo médico, simples e humanitário...
Acompanhamos seus derradeiros dias, fazendo exames semanalmente a domicílio , parecia que ainda ia durar um bom tempo...
Um grande amigo mesmo...
Vai deixar saudades e ótimas lembranças...
Que Deus conforte seus familiares.
COMENTÁRIO:
Uma vez pedi a ele que consultasse uma senhora na casa dela. ela morava em um sítio. Ele aceitou. fui com meu fusca. Ele não confiava em ninguém ao volante. senti que ele estava com medo. ofereci para que dirigisse. aceitou na hora. fomos. fez uma consulta completa. na hora de pagar, não cobrou nada. Era um grande médico e um grande amigo. sempre o abraçava. tenho saudade. faz muita falta. que Deus o tenha. JOSÉ CARLOS FARINA.
sexta-feira, 7 de abril de 2023
quinta-feira, 23 de março de 2023
segunda-feira, 20 de março de 2023
VOLTEI NO SÍTIO DE MINHA INFÂNCIA NORTE DO PARANÁ ( CRÔNICA )
VOLTEI AO PASSADO
Outro dia voltei sozinho no sítio dos meus avós onde passei os melhores dias da minha infância. A CASA não estava lá. A tulha e o paiol não estavam lá. O curral e a vaca Mimosa não estavam lá. A égua Gaúcha não estava lá. As galinhas, frangos e porcos que meu avô tratava todo dia não estavam lá. O pomar com os pés de Mexerica não estava lá. A horta onde minha avó plantava pimentas e verduras não estavam lá. O fogão caipira com fumaça saindo pela chaminé não estava lá. Os pés de café não estavam lá, nem os pés de quiabo , abóbora, pepinos e melancia. Continua lá o rio todo assoreado, sem peixes e com poucas árvores. As águas que passaram aí por este rio se encontram em alguma parte do oceano. Continua lá a terra fértil, produzindo agora muita soja e trigo. Deixei lá algumas lágrimas de tristeza e alegria, molhando aquele solo para mim sagrado. Meu passado continua lá. No meu cérebro este filme continua ativo e colorido. Nada é eterno. Os personagens deste filme estão partindo aos poucos. Não demora e ninguém mais vai se lembrar deste sítio encantado, da minha infância querida, que não volta mais.
Um dia, quem sabe, em espirito, possa reunir todos os personagens , sentados ao redor de uma grande mesa, saboreando as carnes gostosas assadas no forno caipira de tijolos a lenha, preparadas pela tia Luiza, avô Dolores e minha mãe, e poder ouvir de novo as estórias engraçadas do tio Mané e tio Toni. E depois do almoço a molecada correndo para o banho de cachoeira. Ver de novo minha avó Dolores cuidando para que ninguém se afogasse. Coitada nem sabia nadar, mas advertia,: Zé Carlos não vá na parte funda da rio.... E era apenas um riacho com uma lâmina de água que não passava de 30 cm. Amor de vó... Vou encerrar e enxugar as lágrimas que escorrem no meu rosto. JOSÉ CARLOS FARINA. Rolândia norte do Pr.
domingo, 5 de março de 2023
sábado, 4 de março de 2023
ROLÂNDIA COMEMORA 90 ANOS
Se considerarmos o ano em que houve a derrubada da primeira árvore nos limites do município (1932), Rolândia completou no ano (2022) 90 anos de colonização.
Pela data apontada como a correta, em 29 de junho de 2024, completaremos 90 anos de fundação.
Há 90 anos o homem branco começou aqui um trabalho visando vencer a floresta virgem e transformar Rolândia em uma cidade progressista , bonita e agradável.
Temos ainda muito trabalho pela frente.
Com a ajuda de todos seremos a melhor cidade do Paraná.
TEXTO E FOTO By JOSÉ CARLOS FARINA
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
CANAL DE HISTÓRIA DE ROLÂNDIA BY FARINA RECEBE ELOGIO
O Farina faz um bom trabalho rememorando as velhas histórias e personagens de Rolândia. Aqui temos o Uli Bartz. diziam que ele era o único em Rolândia que encarava, se fosse preciso, o Bernardo. O Bernardo (José Bernardo Neto) que era ensacador, depois virou dono de bar, boa gente. E muito forte. Acho que eram os dois mais fortes de Rolândia na época. Hoje não vejo ninguém que poderia ser páreo para eles, ou tem Farina ? ARNO GIESEN.
RESPOSTA:
Pelo que ouvi falar, concordo com você. O irmão do Uli, o Herbert, também era muito forte. Os dois irmãos não usavam macaco para trocar pneus do Unimog que eles tinham. Um erguia e o outro trocava o pneu. risos. FARINA.
domingo, 12 de fevereiro de 2023
QUEM FOI O FUNDADOR DE ROLÂNDIA PR. ?
QUEM FOI O FUNDADOR DE ROLÂNDIA ?
Passados 90 anos de fundação, vejo que mesmo junto a professores de história, ainda há dúvidas sobre quem fundou Rolândia.
Quem fundou Rolândia foi a Companhia de Terras Norte do Paraná, que chegou aqui em primeiro lugar.
Para que fosse possível a venda de lotes urbanos e rurais, a Cia de terras tinha uma equipe de topógrafos e funcionários que mediram e demarcaram todos os lotes, antes que os mesmos fossem oferecidos à venda. Este trabalho começou por volta de 1930, muito tempo antes de chegar o primeiro pioneiro.
Em 1932 começaram a venda dos lotes agrícolas.
Estes lotes agrícolas foram adquiridos por quem quisesse comprar, desde é claro que pagasse uma certa importância de entrada.
Assim, no ano de 1932, vários compradores de diversas etnias compraram dezenas de lotes rurais. Neste ano tivemos as primeiras construções precárias de casas com trincos de palmitos, derrubadas de florestas e a formação das primeiras lavouras de subsistência; . A partir deste ano também já havia estradas precárias, para onde circulavam carros calhambeques com corretores e compradores de terras.
Não há que se falar em exclusividade, nem para alemães, nem as outras etnias. A Cia de terras precisava de lucrar. Vendia para quem quisesse comprar.
Neste ano (1932) a Cia de terras vendeu lotes para alemães, japoneses, russos, italianos, espanhóis, suíços. poloneses, russos, mineiros, paulistas, baianos, etc.
As etnias que predominaram na colonização de Rolândia foram as alemães, italianas e japoneses. Os alemães vinham do sul do Brasil e da Alemanha. Já os italianos e japoneses eram a maioria originários do estado de São Paulo.
Não podemos esquecer a participação de uma grande quantidade de mineiros e baianos.
Em menor quantidade tivemos também muitos pioneiros suíços, espanhóis, portugueses, poloneses e húngaros.
Em 1934, o Russo Eugenio Victor Larionoff, comprou um lote urbano e construiu a primeira edificação na área central da cidade. O marco zero. o Hotel Rolândia. Hoje reconstruído ao lado da antiga Estação de trem.
Com relação aos alemães e judeus, eles receberam reservas de lotes na região nas glebas Roland e Jaú, mas dividiram estas glebas com proprietários de outras etnias. Nunca houve exclusividade para nenhuma etnia.
Oswald Nixdord , Erich Koch-Weser e Johanes Schauf foram encarregados de ajudar os alemães e judeus nas dificuldades surgidas nos primeiros anos, quando começou a derrubada da mata virgem. É que a grande maioria dos judeus não tinham nenhuma experiência com agricultura e florestas.
Muitos judeus conseguiram escapar do holocausto graças a um plano fantástico. O partido nazista da Alemanha na década de 30 não permitia que os judeus saíssem da Alemanha com dinheiro. Assim a Cia de terras conseguiu trazer dezenas de famílias judias para cá, através de "compras" de trilhos lá da Alemanha para ser instalados aqui na Ferrovia São Paulo Paraná (EFSPP). Este dinheiro veio em uma boa hora. Acelerou a construção da ferrovia, que representou cerca de 70% o sucesso da colonização de Rolândia e do norte do Paraná.
Os italianos e japoneses também tinham as suas lideranças. Estas lideranças organizavam mutirões para socorrerem os vizinhos nas construções e colheitas, na conservação das estradas e construção de escolas rurais.
Naqueles primeiros anos de colonização surgiram centenas de heróis anônimos. Não havia farmácias, hospitais, escolas e mercados. A solidariedade foi decisiva para que todos sobrevivessem.
Todos os que chegaram nos primeiros anos são considerados pioneiros e têm muita importância pelo trabalho realizado. Aproveitamos para homenagear neste artigo todos os pioneiros anônimos que derrubaram com machados as árvores imensas que haviam aqui para que surgisse as primeiras ruas, casas, comércios e lavouras
Rolândia teve milhares de heróis anônimos, que enfrentaram as agruras da mata, insetos, bichos e carência de todo tipo de conforto e de muitos alimentos e remédios. Entrevistei dezenas de pioneiros que vieram para cá com pouco dinheiro e passaram até fome, até que colhessem as primeiras safras. Nossas homenagens a todos. Foi um trabalho hercúleo. Uma epopeia.
A única pessoa que podia falar que foi fundadora de Rolândia, Eugenio Victor Larionoff, falava que não, não era ele também. Ele falava que todo o trabalho de fundação e infra estrutura era da Cia de Terras, onde ele foi um dos seus diretores.
Temos que destacar o trabalho exemplar da Cia de terras, que demarcou todos os lotes e estradas. Planejou a cidade e distritos, nunca tendo aqui havido conflito pela posse das terras por eles vendidas. As divisas e confrontações que ela apresentava por ocasião das vendas eram precisas.
O Hotel Rolândia inaugurado em outubro de 1934 foi importantíssimo na tarefa de abrigar os pioneiros enquanto pensavam qual o melhor lote para adquirir e qual a estratégia para a derrubada da mata e a formação de lavouras.
A chegada da ferrovia em janeiro de 1936 representou 70% do sucesso da colonização. O trem trafegava com chuva e com sol, trazendo os pioneiros, as sementes, implementos e até animais. Depois também carregava as safras até os portos e Santos e Paranaguá.
Rolândia produziu milhões de sacas de café por décadas, tornando conhecida em todo mundo como a rainha do café.
Fui vereador na década de 80 e 90 e me lembro que formamos uma comissão de vereadores para estudar estes dados históricos. Eu era um dos membros. Também fizeram parte Nikolaus Schauff e um outro vereador que não lembro. Na época ouvimos historiadores e pioneiros. Solicitamos documentos e informações junto a Cia de terras. Formamos uma pasta que deve estar arquivada na Câmara. O diretor Reginaldo Borroff deve saber onde está.
As conclusões foram estas que expus acima.
Concluímos também que Rolândia foi fundada em 29 de junho de 1934. completou em 2024, 90 anos.
OBS: Quando estive vereador apresentei um projeto de lei que foi aprovado e que homenageou centenas de pioneiros. Para que as famílias recebessem a homenagem tinham que preencher um questionário, que foi arquivado para registro de todos os pioneiros, que chegaram entre 1932 até 1940. Espero que o setor de cultura tenha todos estes documentos arquivados.
TEXTO E FOTO BY JOSÉ CARLOS FARINA
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