terça-feira, 21 de janeiro de 2014

UM SONHO CHAMADO ROLÂNDIA

" Sempre comparei Rolândia a uma bela garota sempre sorridente de olhos profundamente claros, cercada de crianças de todas as raças, saudáveis, bonita e sorridentes, acenando para um grande futuro. Rolândia nasceu diferente. Colonizada por um povo voltado a um futuro urgente e racional. Um povo que trazia na bagagem e na cabeça seus projetos técnicos e que seriam implantados na nova terra, inovadores para a época. Uma terra com condições naturais e espaço de sobra. Não importava o segmento. Para todos os segmentos havia um determinado projeto. Nao foi colonizada por aventureiros. Foi colonizada por aventureiros técnicos. Pessoas honradas e trabalhadoras. De boa têmpera. Rolândia  já nasceu  técnica e bem projetada. A riqueza de Rolândia está até hoje  em seu solo, suas terras, cuja padrão é reconhecido mundialmente.  A riqueza estava também na sua gente. Terra de pioneiros."  URBANO RODRIGUES ( MEMÓRIAS DE UM MOLEQUE PÉ VERMELHO - 2012 -( Ainda  não impresso) - Pesquisa e transcrição by José Carlos Farina.

ROLÂNDIA - ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DOS ANOS 40 / 50

"Teria que passar pela na casa Panamá para pagar uma conta. Desci pela rua, e ia lendo as placas. Tinha esta mania. Mais tarde,fiquei conhecendo todas essas pessoas. Todos  de casa os conheciam. No lado direito da esquina, Pensão Rodrigues, Casa do Sr. João Fantasia ( Ivan Mudri), que tinha um caminhão GMC azul; Hotel Internacional, Pensão Marabá, na esquina um bar e sorveteria de um japonês. Atravessando a rua, a casa Abrunhosa; Mas abaixo o consultório dos drs. Orion e Xenofonte vilanueva e na esquina a farmácia são Geraldo do sr. João Tenório. Pelo lado esquerdo, uma igreja  evangélica na esquina, no meio da quadra um predio que abrigava a tinturaria de um japonês, o cartório do Sr. Neves e no andar de cima, um dos serviços de saúde de município, cujo titular era o sr. Feliciano Guedes. o açougue dos irmãs Egon e Mario. mais abaixo, a livraria Martins do SR. Antonio que  trabalhava com a esposa Maria e os filhos Tarcísio e Semíramis´. Na outra porta funcionava a loja de discos e radiolas do Sr. Levi Guimarães e Eduardo Grabowiski. Tinha também a Casa Rádio, em frente a relojoaria Rebis, do Sr. Leonardo Fereli; mais além a banca de revistas do coronel Abílio ( que tomava conta era o filho Pânfilo). Ja na esquina, a quitanda do Sr. Assada, dona Maria e o filho Minoru. Atravessando a rua, na esquina, tínhamos a farmácia Rolândia do prefeito Adalberto Junqueira. Logo após a casa de João Venturini, um fazendeiro muito rico. Mais algumas lojas: um armazém grande de secos e molhados e na esquina o Bar Aurora. Seguindo a rua pelo lado direito a Casa Progresso na esquina; mas abaixo o hotel Raio e a companhia de força e luz de Londrina. Pleo lado esquerdo a rodoviária. No triangulo um quiosque que vendia doces. Ali meu pai comia goiabada em caixa com queijo. No lado direito da avenida passando pelo armazém do sr. Dequech, residencia do sr. Jiro Imai, maquinista de café. Bem próximo  o comercio dos irmãos Felizardo. Na Esquina a Cooperativa Agrícola de Cotia; defronte  a alfaiataria do Sr. Willibaldo Kienen, pai do Arno; nas esquinas de baixo, O hotel Rolândia e a padaria e oficina de Max Dietz; Casa Panamá dos irmãos Tribulato e outras que não me lembro."
URBANO RODRIGUES ( MEMÓRIAS DE UM MOLEQUE PÉ VERMELHO - 2012 -( Ainda  não impresso) - Pesquisa e transcrição by José Carlos Farina.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

JOSÉ CARLOS FARINA SOLICITOU PROVIDÊNCIAS A FAVOR DO HOTEL ROLÂNDIA


No dia 02 de julho de 2013, José Carlos Farina solicitou providências por escrito contra as autoridades de Rolândia, pelo sumiço de madeiras e a demora na reconstrução do Hotel Rolândia. Após isso a promotoria ajuizou Ação Civil Pública requerendo ou a reconstrução já ou a devolução do dinheiro pago. Apesar do nosso esforço ( meu e dos promotores) o Poder Pùblico não deu as mínimas para o problema... uma obra barata... as madeiras já pagas... mas não conseguem ou não querem a conclusão da obra. Eu vou continuar cobrando... não permitirei que o marco zero da história vá pro lixo. LEIAM A PETIÇÃO ABAIXO. JOSÉ CARLOS FARINA

















domingo, 19 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

LIVRO CITA A PERDA DO HOTEL ROLÂNDIA ( Hotéis Históricos do Norte do Paraná )

Acabei de adquiri o livro "Hotéis Históricos do Norte do Paraná" de Paulo César Boni e Juliana de Oliveira Teixeira que possui um capítulo inteiro sobre o Hotel Rolândia desde seu nascimento até seu trágico desaparecimento em 2011, com todos os detalhes. Fiquei ao mesmo tempo alegre, triste, indignada...não com o relato, mas com a falta de memória de nosso executivo que não fez nada, não se importou em preservar esse marco histórico do Norte do Paraná. Esse mesmo texto (do livro) foi apresentado no VII Encontro Nacional de História da Mídia em Fortaleza (Ceará/ 19 a 21/08/2009). Pois é, aqueles que não tem memória entraram para a história como seres apáticos em relação ao passado e ao futuro, pois sem memória não se constrói uma história e um povo desmemoriado é tudo o que um governo ganancioso necessita e almeja para seu próprio proveito.
COMENTÁRIO: Eu tentei através de uma Ação Popular... mas o que consegui foi a compra das madeiras para a sua reconstrução... reconstrução esta que estamos esperando ainda... mesmo após a  Promotoria ajuizar uma Ação Civil Pública a atual administração não disse ainda quando vai começar a obra. JOSÉ CARLOS FARINA

FOTOS VENDAS ANTIGAS DE ROLÂNDIA - NORTE DO PARANÁ

Legenda da foto: Vendas antigas do Caramuru, Bartira e Ceboleiro. 
Estas fotos são by José carlos farina