domingo, 24 de julho de 2016

ROLÂNDIA: FARMÁCIA ANTIGA

FARMÁCIA MODERNA.

CÓPIA By JOSÉ C. FARINA.












NA FOTO APARECE O DR.SHOLOMER.























FOTO ATUAL, TIRADA HOJE.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

FOTO DE LULA EM ROLÂNDIA EM 1982

LULA em ROLÂNDIA. Do FUNDO do BAÚ... 
Início dos anos 80, com Arno Giesen, Gilmar Mazari, Edesio Passos... PS - No tempo em que o PT fazia campanha gastando a sola do sapato. 


sábado, 16 de julho de 2016

BLOG HISTÓRIA DE ROLÂNDIA PUBLICA A SUA FOTO ANTIGA

ENVIE PARA NÓS A SUA FOTO ANTIGA DE ROLÂNDIA.

TEREMOS O MÁXIMO PRAZER EM PUBLICÁ-LA.

ESTAMOS RESGATANDO A HISTÓRIA DE NOSSO MUNICÍPIO.

O MAIOR SITE DE HISTÓRIA DE ROLÂNDIA.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

MARCOS HISTÓRICOS DE ROLÂNDIA ( MARCOS DA CIDADE ) TURISMO

MARCOS DO TURISMO E ARQUITETURA DE ROLÂNDIA ( MARCOS DA CIDADE )

Da mesma forma que outras cidades, Rolândia possui prédios e monumentos que a  tornaram conhecidas internacionalmente. Posso destacar as Igreja Católicas, São Rafael e Luterana, a estátua do Roland, a caixa d´água da Maria Fumaça, o Hotel Rolândia e Estrela ( pinheiro), o Castelinho dos Dietz, a Estação de trens e armazens ferroviários, o Edifício do Gibim, o cemitério São Rafael, o Lago São Fernando, o portal da cidade, o calçadão, o ginásio de esportes. Este relógio e esta construção antiga tbm é marcante. Estou aqui publicando para que todos saibam. O Colégio Souza Naves é um dos nossos marcos da educação e da arquitetura dos anos 40, que está tão bem preservada. Quem concorda compartilha. JOSÉ CARLOS FARINA



















domingo, 10 de julho de 2016

FOI MUITO DURA A VIDA DOS PIONEIROS DE ROLÂNDIA E DO NORTE DO PARANÁ

Atracados no Rio de Janeiro, seguiam até Santos, onde realmente podiam respirar aliviados do poderio alemão. A viagem seguia para Ourinhos num trem por mais de 20 horas. Segundo um depoimento de uma senhora que não quis se identificar, A única coisa de que me recordo é que chegamos de trem. 
A estação de Rolândia tinha acabado de ser inaugurada e todo o mundo ia para lá ver quem chegava e quem partia. E, quando alguém chegava, todo mundo queria saber o que trazia; e, quando alguém partia, todos queriam mandar alguma correspondência ou outra coisa. 
A certa altura, meu pai, ainda dentro do táxi, disse: “Estamos chegando a Rolândia”. Eu olhei para a esquerda, olhei para a direita e perguntei: ‘Quando vamos chegar a Rolândia?’ E meu pai respondeu: ‘Já passamos.’ Havia uns casebres de madeira, nunca vi nada parecido em minha vida. Nem imaginava que aquilo poderia ser considerado casas – e isso era Rolândia. 
Acabamos nos adaptando.”(in FISCHER, 2005, p.60-61). 17 Hertha Levy também comenta sobre sua primeira impressão da cidade: Quando cheguei, na parte de cima, na estrada, só via mata, e no meio, uma pequena clareira com uma casinha, duas vacas e um pouco de grama. Eu estava feliz e pensava: ‘Isto agora será meu. (...). Eu tinha uma paixão pelas florestas, ainda em casa, e nunca tive medo de mata virgem. Mas eu não sabia que não dava para entrar na mata. Foi uma decepção. Não dava por causa dos espinhos e das formigas. Assim foi meu começo” (in FISCHER, 2005, p.40-41). 
No que se refere a sua adaptação e cotidiano em Rolândia percebeu-se a formação de uma identidade desses que possuíam uma “história em comum” vindos de ambientes semelhantes e se encontravam em Rolândia como um grupo de “perseguidos” e “refugiados”, cujo único interesse era o de sobreviver num ambiente rústico e tão diferente do seu, como se observa no comentário de um imigrante: “Quanto à adaptação em terras distantes e selvagens (...) Não foi fácil para nós aprendermos a língua portuguesa... Acostumar-se ao clima estranho do trópico, da mata virgem, foi outra dificuldade (...) as picadas dos borrachudos (...) o bicho-de-pé (PORTELLINHA, 2003, p.73). 
Nos primeiros dez anos, a água era a de poço e a luz de querosene e vela. As casas eram feitas de tábuas, com grandes varandas “(...) onde se desenrola grande parte de nossas vidas e é, ainda hoje, um lar confortável. As paredes de peroba, portas e armários embutidos, o assoalho de cedro e a cobertura de telhas...” (PORTELLINHA, 2003, p.72) Os meios de sobrevivência vinham do trabalho no campo, como o leite que essas mulheres tinham que tirar da vaca antes do sol nascer, para vendê-lo na cidade era transportado por carroça. Depois passaram a vender manteiga, nata, ovos, enfim, tudo o que era produzido na casa. 
Apesar de toda essa diferença na vida, percebe-se a unanimidade na conservação de suas bibliotecas particulares, como declara Herta Levi “Dávamos muita importância aos livros. Não queríamos deteriorar intelectualmente. 18 Mantivemos viva a cultura alemã, que na Alemanha estava sendo destruída. Queimada literalmente” (in FISCHER, 2005, p.43). Como comenta a senhora Inge Rosenthal: “Éramos uma comunidade bastante fechada. A maioria trouxe grandes bibliotecas, havia muitos livros para emprestar. Os senhores de grande cultura sempre davam palestras – a associação cultural alemã em Rolândia se chamava Pró-Arte” (in FISCHER, 2005, p.74) Quando se depara com depoimentos como o de Susanne Behrend que diz: “Minha mãe havia movido céus e terras para conseguir tirar meu pai do campo de concentração e para conseguir os vistos de permanência para a família” (in FISCHER, 2005, p.26), ficam evidentes os sinais da ação feminina, pois enquanto a maioria dos homens estavam presos nos campos de concentração, eram elas que corriam atrás de tudo para libertá-los e fugirem, comprovando que “elas não são apenas criaturas, são também criadoras, e modificam incessantemente o processo que as faz.” (PERROT,1991, p.141). O mesmo se percebe na sua atuação nas origens de Rolândia.

CREDITOS:
TRECHOS COPILADOS DO LIVRO:
FUGINDO DO ANTI-SEMITISMO: JUDIAS ALEMÃS EM ROLÂNDIA (PR) 
Handrea Miranda de Paiva Pinceli

quinta-feira, 7 de julho de 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ROLÂNDIA: ANTIGA CASA DO COVEIRO

Essa casa faz parte da minha infância, muitas vezes passamos dias inteiros lá.
Pensávamos que minha mãe visitava uma amiga muito querida, pois eram horas intermináveis. Nós brincávamos dentro do cemitério. Depois de muitos anos descobri o real motivo de estarmos sempre ali.
(Casa do coveiro do cemitério de Rolândia).




ROLÂNDIA: MONTANDO A ESTÁTUA DO ROLÂNDIA EM 1954

sábado, 2 de julho de 2016

ROLÂNDIA: ESTÁDIO DO NACIONAL ( NAC ) DE ROLÂNDIA DÉCADA DE 50










ROLÂNDIA: PIONEIROS JOSÉ FARINA e LUIZ CHIARATTI


Pioneiros de Rolândia: Klaus Kaphan esposa


À luz das lamparinas ( Norte do Paraná )


"Eram elas que após o jantar garantiam a luz para os momentos de diversão entre eu e meus primos no quintal da casa, com o maravilhoso reforço da lua e das estrelas"

 

Enquanto o mundo discute a eficiência energética, a evolução das lâmpadas coloca novos produtos no mercado, colocando os modelos incandescentes definitivamente na sepultura, minha lembrança vai lá para a década de 1970, quando ainda menina me divertia no sítio, nas casas de meus avós e tios, à luz das lamparinas. Dia desses, inclusive, numa das muitas quedas de energia elétrica em minha casa, comentei com meus filhos que teria de incorporar a peça aos nossos objetos de uso doméstico. 

"Lamparina, o que é isso mãe?", perguntou minha filha caçula, que no auge dos seus 12 anos nunca ouviu falar da "eficiente" ferramenta de iluminação. Expliquei seu uso e que de tão comum nas residências sem o benefício da eletricidade era produto de destaque nas prateleiras de qualquer lojinha ou armazém, e até mesmo confeccionada pelo próprios moradores, com alumínio de panelas velhas, latas vazias de óleo, extrato de tomate, ou o que mais encontrassem. Seu formato era o de uma base, como o de uma lata de milho verde, onde se colocava o líquido inflamável que alimentava a chama, com uma superfície afunilada por onde saía o pavio condutor dessa chama. Uma pequena alça era fixada na lateral para facilitar o manuseio ou o transporte. O querosene, inflamável mais usado, fazia parte da lista de compras na vendinha do seu Léo, com tanta prioridade como o sal e o açúcar. 

Depois de minhas explicações e dos espantos e comentários de quem vive no mundo das tecnologias, e que não consegue imaginar como as pessoas "sobreviviam" com tão pouca luminosidade, me perdi por alguns minutos no passado – não muito distante, mas que rendeu momentos de muita diversão. 

Entre as muitas lembranças estão a do meu avó, sentado em seu banquinho, ao lado do fogão a lenha, com alguns chumaços de algodão recém-colhido, retirando as sementes, modelando o cordão para seu estoque de pavios. Pois, além dos que iam imediatamente para o uso, ele guardava alguns de reserva para possíveis emergências. Pedaços de tecido ou de cobertores velhos também eram usados para o mesmo fim. 

Algumas casas mais "equipadas" até possuíam outras fontes de iluminação um pouco mais fortes, como o lampião a gás, ou as lâmpadas ligadas a baterias automotivas. Mas eram as lamparinas as mais usadas, por poderem ser levadas na mão para qualquer canto da casa. E eram elas que após o jantar garantiam a luz para os momentos de diversão entre eu e meus primos no quintal da casa, com o maravilhoso reforço da lua e das estrelas. Esconde-esconde, balança-caixão, pega-pega, passa-anel estavam entre as brincadeiras mais comuns. A claridade emitida? Ah, sim! Era tão eficiente quanto a da atual iluminação urbana.... ao menos para nós que não dispúnhamos de nada mais eficiente e que, naquele momento, não fazia diferença, não nos tirava a alegria e a animação da noite. 

Célia Guerra é jornalista nesta FOLHA

segunda-feira, 27 de junho de 2016

FOTOS DE LONDRINA DÉCADA DE 40


LONDRINA- RUA SERGIPE - FINAL DA DÉCADA DE 40- ENTRE AS RUAS PERNAMBUCO E QUINTINO BACAIUVA. NOS ANOS 40 ERA COMUM CARROS, CARROÇAS e CHARRETES DIVIDIREM O ESPAÇO - FOTO Autor desconhecido, acerco MHL


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Rolândia ( foto de Haruo Ohara anos 40 )


Farina, meu nome é Jose Lorenzo, as vezes nos encontramos fotografando eventos aqui em Londrina, mas nunca fomos apresentados.Tenho conhecimento do seu blog bem como postagens e reportagens sobre a historia de Londrina e Rolândia. Seguinte, nesses grupos de Facebook de fotografia antiga de Londrina, em um , o Memoria Viva, postaram uma foto do Haruo Ohara, que pode ser vista no website do Instituto Moreira Sales, que dizem ser daqui de Londrina, lá embaixo na atual Av Celso Garcia Cid. Ao que eu repliquei, carros anos 30, roupas anos 50, prédio com placa escrita "Gráfica Rolândia, redação de A Noticia" e pichação na parede do partido PSD, que foi criado em 1945 e elegeu o Eurico Gaspar Dutra para presidente em 1945. A Av Paraná atual Celso Garcia lá embaixo perto da SIAM, nos anos 50, era um deserto, rua de terra, linha de trem passando ao lado e do outro lado da linha se via Anderson Clayton, não tinha casas antigas ou prédios antigos em frente. Para mim a foto é de Rolândia, no começo dos anos 50, o website diz 1951. Voce com seu conhecimento sobre a cidade consegue identificar a rua a partir do prédio em frente e a gráfica ou jornal citado? Obrigado.

RESPOSTA:

Sim.. esta foto foi tirada na Av.Interventor Manoel Ribas, em frente a atual Loja Aracalce. Muito obrigado pela relíquia.Um  abraço. JOSÉ CARLOS FARINA.










































terça-feira, 21 de junho de 2016

ROLÂNDIA: ACERVO DO MUSEU MUNICIPAL

Farina, com sua publicação sobre museu, lembrei-me que minha família contribuiu com o museu de Rolândia doando um lenço com carimbos (inédito) em 1969, feito por meu pai, ele era presidente da sociedade São Vicente de Paula. Nele meu pai carimbou o nome de pessoas, locais e acontecimentos da cidade. Melhor falando: contou a história de Rolândia num lenço. Ele fez uns 200 que era para ser vendido durante um jogo entre o Nacional (meu time do coração)e o Vasco da Gama. Infelizmente neste dia ele infartou e amargou a decepção, o prejuízo e a tristeza de não poder ajudar a instituição. O lenço está num quadro. Só que acho que nunca foi exposto. Fico triste porque através dele as pessoas poderiam saber quem era o juiz, o prefeito o pároco, bancos, clubes, escolas e até a miss Rolândia da época. Se der vá até o museu para ver. Estou escrevo tudo isto, porque sei de seu amor por nossa cidade e também porque você procura preservar nossa história. Admiro muito seu trabalho. Amo Rolândia. RENÊ KELTER
COMENTÁRIO:
Peço ao novo secretário de Cultura que investigue e dê uma resposta. Eu tbm gostaria mt de ver este objeto. Sim.. de fato ele tem mt valor. Obgdo pelo elogio. FARINA.

domingo, 19 de junho de 2016

FOTOS ANTIGAS DE ROLÂNDIA ( DÉCADA DE 60 )

Ano de 1966. Dia de CORPUS CRISTI em Rolândia. Povo enfeitando a rua em frente ao Grupo Escolar Souza Naves, onde eu trabalhava.Era um dia de festa e alegria para aquele grupo de professoras que não mediam esforços para que naquele dia nossa escola oferecesse um belo tapete todo colorido para a passagem da procissão que levava o CORPO DE DEUS. Entre elas me lembro bem da Maria Ignácia, D. Nair Albuquerque, Verônica, Cidinha, Nazira Guimarães. Tenho saudades deste tempo. RENÊ KELTER








FARINA: Nesta foto um desfile cívico na década de 60. Se você quiser publicar fique a vontade. Tenho mais e vou enviar, pois você é a pessoa que não vai deixar a história de Rolândia morrer. RENÊ KELTER















sábado, 18 de junho de 2016

EX-PREFEITO DE ROLÂNDIA ADALBERTO JUNQUEIRA ( DÉCADA DE 40 )

foto enviada por Paulo Delgado.


LOJAS DE ROLÂNDIA NA ´DÉCADA DE 50

DÉCADA DE 50 - FOTO ENVIADA POR PAULO DELGADO
















FARINA HOMENAGEIA A COLONIA JAPONESA de ROLÂNDIA NESTE DIA ESPECIAL


Tenho alguns amigos de origem japonesa. Posso garantir que eles foram muitos importantes para a colonização de Rolândia ( e de outras regiões). Um povo de fibra... trabalhadores... honestos... não perderem tempo em derrubar a mata e plantar café e cereais. Devemos muito a eles por tudo o que vemos em Rolândia. Neste dia em que comemoramos 108 anos da imigração japonesa no Brasil, a minhas homenagens sinceras. Um abraço em cada um dos que estão vivos. E uma prece para a alma daqueles que descansam no sono eterno. Temos orgulho de vocês. JOSÉ CARLOS FARINA.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

pioneiro de Rolândia - JOSE CRISTIANO PIRES

pioneiro de Rolândia - JOSE CRISTIANO PIRES meu avô junto de meu pai e minha tia Odete. era português. ele escolheu o Brasil para viver e construir família. Era extremamente politizado. Recebia jornais de São Paulo e comentava notícia com os amigos todos os dias em seu depósito de materiais de construção. Mais tarde vendeu o depósito e comprou um bar na expedicionário perto da igreja matriz.TARCISIO MARTINS



quarta-feira, 8 de junho de 2016

CAUSOS E ESTÓRIAS ENGRAÇADAS DE POLÍTICOS NORTE DO PARANÁ


DUELO NA CÂMARA
Converso sempre com os políticos antigos de Rolândia. O falecido Horácio Negrão (pai) de saudosa memória me contou um dia que no tempo em que ele era secretário da Câmara Municipal ( anos 50 ), uma noite ele estava redigindo a ata, quando o "pau comeu". Os vereadores da época (Benedito Ferreira era o presidente) começaram a discutir... de repente os ânimos se exaltaram e começaram a "rancar" revólveres e colocar em cima de mesa. Ele (Sr. Horácio) e o presidente abandonaram o recinto e foram se esconder lá nos fundos do quintal, em uma moita de bananeira. A Câmara funcionava nesta época ao lado da atual prefeitura, onde funciona a junta militar. JOSÉ CARLOS FARINA

CHEIRO DO BERGER
No tempo em que fui vereador, uma noite recebemos a visita do Sr. Berger que havia sido convidado para falar sobre a poluição que sua firma causava em nossa cidade. Um colega pediu a palavra e dirigindo ao convidado, assim falou: - "Novos vereadores, eu quero dizer que o Sr. Evaldo Ulinski não fede muito, mais o Sr. Berger tá difícil de aguentar. A carniça está insuportável". JOSÉ CARLOS FARINA

QUASE CAIU NO PÚBLICO
Em um comício que participei há mais de 20 anos atrás, no bairro rural São Rafael um dos nossos candidatos (primeiro nome começa com N....) estava tão bêbado que em um determinado momento ele estava caindo sobre o público. Só não caiu porque Perazolo o segurou pelo paletó, pegando-o em pleno ar. JOSÉ CARLOS FARINA

BÊBADO 2
Essa do N... bêbado me contaram que ele estava prá lá de Bagdá, e tinha um buraco no chão da carroceria do caminhão do comício. Aí ele pisou dentro do buraco e desabou. Quem levantou ele parece que foi o Paulo Sato. Em outra ocasião num comício, na mesma campanha, o N... estava tão bêbado que, quando foi fazer o discurso, gesticulando muito, o microfone escapou da mão dele e caiu sobre o público... não preciso comentar a reação do povão... ARNO GIESEN

BÊBADO 3
Aliás, candidato turbinado em campanhas eleitorais era coisa comum em Rolândia. Uns tomavam para criar coragem, outros é porque gostavam mesmo. Duro era quando esqueciam o que queriam falar. Me lembro de um que quis começar o discurso, mas não conseguia, e ficou um minuto, quase, em silêncio. Tiveram que pegar o microfone das mãos dele. E tinha um conhecido apresentador de comício que também exagerava nas doses, e acabava falando mais que os candidatos. Um bom apresentador em Rolândia era o Itamar Grano. Que hoje está residindo em Londrina. ARNO GIESEN

MICROFONE ENROLADO
Teve um outro candidato que na mesma campanha de 1982, depois de enrolar quase todo o fio do microfone na mão, assim se expressou: - "Se vocês não quiserem votar em mim, não tem problema não; vocês podem votar em um desses outros candidatos que estão aqui em cima". Só que ao mostrar os outros candidatos ele usou o microfone e girou o corpo com muita rapidez fazendo com que os outros companheiros mais próximos tivessem que abaixar para não receber um "microfononada" no rosto. O riso foi geral. José Carlos Farina


CANDIDATO CHORÃO
Nesta mesma campanha de 1982 um candidato F.... (hoje falecido) usou da palavra no bairro Ceboleiro e quando lembrou do tempo em que "jogava bola" com Perazolo e outros jogadores no campo ali próximo, começou a chorar literalmente, não conseguindo mais falar nada. Se abraçou com o Perazolo e chorou em seu ombro. No público uns riram e outros choraram também... José Carlos Farina

ESQUECEU O Nº
Este mesmo candidato F... discursando com emoção no centro da cidade no encerramento assim se pronunciou: - Meu nome é F.... e o meu número é.... pensou um pouco e como não se lembrou perguntou a Perazolo: - qual é mesmo o meu número Perazolo? Perazolo disse que também não sabia, fazendo com que encerrasse a sua participação abruptamente com muitos risos da platéia. José carlos Farina


NÃO CUTUCA
Em uma outra companha (1992) o candidato J... discursava na Vila Operária, se empolgou e passou do tempo de encerrar. Estava "se achando"... O João Dário que estava do seu lado o cutucou por trás para que encerrasse. O candidato muito emocionado e achando que estava atraindo ciume de algum adversário, virou-se abruptamente e gritou no microfone: - "quem está me cutucando? Não gosto que me cutuquem por trás! A gozação foi geral. José Carlos Farina

OLHA A POSE
Um candidato a vice estava tão acanhado na hora do discurso no centro da cidade que ficou o tempo todo de sua fala com um dos pés em cima do estrado do caminhão. Parecia um Cowboy escolhendo um boi para laçar. José carlos Farina

VEREADOR TONTO
No mandato que exerci de 1988 a 1992, em uma determinada sessão discutimos durante mais ou menos 30 minutos um determinado projeto de lei. A polêmica envolvia este que vos escreve contra o bloco conhecido como grupão. Depois que os ânimos estavam exaltados o presidente encerrou os debates e passou para a votação. Um vereador, meu companheiro de partido, que estava sentado do meu lado, me cutucou e perguntou: - Como que você quer que eu vote? Eu, irritado, respondi: - Se depois de meia hora de debate você não chegou a nenhuma conclusão, vote do jeito que quiser! Veja o nível de certos vereadores. José carlos Farina

POLÍTICO MALUCO
Quem não conhece o A... em Rolândia ? Que já foi candidato a prefeito e a vereador. Mas foi também membro do MDB (não PMDB), ainda nos tempos difíceis, da ditadura (Perazolo & cia. viriam depois)... Pois é, o A.... sempre foi um pouco folclórico, e se ele ler o que escrevo aqui vai querer brigar comigo. Mas ele tinha uma mania, de aparentar ter Contactos e conhecimentos com gente importante. Quando a gente ia na chácara dele, no escritoriozinho de madeira que ele tinha lá, ele pegava o telefone e começava a falar: "Puxa vida, Delfim Neto (era o Ministro da Fazenda), eu já falei pra você resolver aquele problema da dívida externa, assim não dá, espero que você faça o que combinamos, etc, etc...". E colocava o telefone no gancho. E aí comentava com a gente: "Esse Delfim não tem jeito, mas vou reclamar pro presidente, etc., etc...." Quem ouvia o A...., sempre de terno beje e grava vermelha, ficava impressionado... Menos eu e alguns poucos, que o conhecíamos de outros carnavais, e sabíamos que o telefone já estava cortado há muito tempo por falta de pagamento... Arno Giesen

VIAJAR DE GRAÇA
E não vou falar o nome, Farina, do ex-vereador (várias vezes) que tinha a mania de "arrumar casos" para advogados, gostava da companhia dos causídicos... A vítima preferencial era o saudoso Dr. Antonio Pincelli, que também era vereador. Uma vez ele "arrumou" um inventário para o Dr. Pincelli, disse que era coisa grande, envolvia várias fazendas, inclusive nas proximidades de Rolândia, e que daria para ganhar uma grana. Mas acrescentou que teriam que ir a S.Paulo, pois a viúva residiria lá. Pois aí, um belo dia, foram para S.Paulo. Parece que até a Santos. E procuraram, e o Dr. Pincelli com endereço na mão, não conseguia localizar o local, parece que não existia o número na rua, ou algo semelhante. E assim ficaram uns 3 dias em S.Paulo e Santos, comendo em bons restaurantes, dormindo em hotéis, tudo por conta do inventário que iria ser feito... O Pincelli voltou, e depois dessa nunca mais quis saber dos casos arrumados pelo tal vereador. Arno Giesen

XEROX DE SANTINHOS
Quanto a estória do A.... estou rindo até agora... Quem conhece a figura sabe que tudo isto é verdade. Ele decididamente ficou na história de Rolândia justamente por estas passagens. Lembro-me que ele foi candidato a prefeito em 1988 e a campanha era tão pobre, tão pobre que ele mandou tirar xerox dos santinhos dos seus candidatos a vereador e ainda recomendou que dessem apenas um santinho para cada eleitor (tenho um guardado). E pior, isto não é mentira. A campanha era tão pobre, tão pobre que ele usava um gravador portátil, super velho, com o cabeçote sujo para gravar para o horário político gratuito. O som era péssimo, "cortava" o tempo todo. Como fundo musical ele usava um disco antigo de vinil gravado há décadas passadas em 78 rotações. Pena que ninguém gravou para a história. José Carlos Farina

MANDIOCA
Um dia o A... marcou uma audiência com o prefeito Perazolo. Tive a honra de participar da mesma. Ele pediu à Perazolo um grande terreno com cerca de 10 alqueires para montar uma industria. Perazolo perguntou que tipo de industria ele queria montar. ele respondeu: - " Estamos montando um conglomerado de industrias no ramo da mandioca. A mandioca chega bruta e vai passando por vários segmentos. No primeiro segmento ela é ralada. no segundo é seca, no terceiro peneirada, no quarto extraímos a farrofa, no quinto a fécula....e por aí afora. Infelizmente o Perazolo não tinha todo o terreno disponível e o empreendimento não saiu até hoje. A ideia não era ruim, só não entendemos onde ele iria conseguir o dinheiro. José Carlos Farina

TERNO LISTRADO
Além do terno bege e da gravata vermelha A.... gostava muito de um paletó xadrez dos anos 70, super curto, daqueles conhecidos de "c... em pé". Ele também tinha ou tem um pequeno cacoete: pequenos assopros entre uma frase e outra, virando a cabeça de lado. gente boa taí...meu amigo. vamos perguntar a ele se saí candidato novamente. José Carlos Farina

MORDEÇÃO
A coragem é a maior virtude que um político pode ter. Eu que já fui candidato quatro vezes ganhando duas, posso testemunhar. Não é nada fácil uma eleição. Vocês não imaginam como o povo nos procura para tudo. Aparece gente com contas de água, luz, querem remédio, querem leite em saquinho.. leite em pó.. , querem bujão de gás, querem enterrar parentes que já morreram mais de 10 vezes... Se vc diz que não tem dinheiro o cara sai xingando, dizendo que vai votar para outro candidato... Bom até vc peneirar e saber quem é que de fato vai votar em vc demora... O eleitor te procura de madrugada, pertuba a sua mulher, a sua mãe, o seu irmão... querendo que eles também distribuam brindes que vc não tem... José Carlos Farina

MEU TRABALHO
Mas digo pra vocês, vencer duas eleições consecutivas foi uma das alegrias maiores que tive na vida. É inesquecível. Não apenas pelo cargo, pelo salário... mas por você saber que tem 432 (no meu caso) amigos que lhe confiaram o voto, que lhe deram uma procuração em branco para fazer o melhor trabalho possível, para vc falar no lugar deles aquilo que eles têm vontade mas não tiveram oportunidade. E foi sempre pensando neste monte de amigos que procurei ser sempre o vereador mais atuante, o que mais apresentou projetos, o que apresentou denúncias e o que mais discursava na tribuna. Comecei a ser conhecido escrevendo (com o apoio e incentivo do Arno) para o jornal a Tribuna de Rolândia (1978). Nunca confessei isto, mas os meus padrinhos políticos foram o colega Arno, José Tadeu Mota e depois o Perazolo). A "cabo eleitoral" nº 1 minha sempre foi a minha mãe, e depois o meu irmão Paulo Ademir. A família toda gosta de política mas estes dois superam... ia esquecendo o meu sobrinho Paulo Augusto Farina desde pequeninho demonstrava aptidão para a política e já me ajudava ainda pregando as minhas fotos nos postes e distribuindo santinhos. Eu ensina a ele o pouco que sei, sobre postação de voz, sobre como dirigir o olhar e o esquema do discurso. Ele ouvia com atenção e acabou superando o tio. Agora professor mesmo foi sempre o Perazolo. Perazolo tinha defeitos como todos nós temos, mas ele era insuperável no discurso e no "corpo a corpo". Só ele sabia entrar em qualquer casa, seja de pobre ou de rico e ser bem recebido. Ele sabia como abraçar, como beijar uma criança, falar com o idoso, o trabalhador braçal... a dona de casa.. o jovem...o atleta... Carisma como o dele ainda está para aparecer em Rolândia... José Carlos Farina

EURIDES MOURA
O Eurides tem o seu jeito próprio de conquistar. Ele aparenta sempre a figura do vovô, com severidade e ao mesmo tempo simpatia. Não é a toa que ele se elegeu três vezes para prefeito. José Carlos Farina

PERAZOLO
O carisma de Perazolo Indiscutivelmente Perazolo foi o político mais carismático de Rolândia, de todos os tempos. Fui companheiro de Perazolo por mais de 25 anos (nunca mudei de grupo) e posso falar que ele era amado por crianças, jovens, mulheres, homens e idosos. Ele sabia cativar a todos. Ele era muito espontâneo ao abraçar, ao cumprimentar. Sempre tinha uma palavra e um carinho para todos. Ao abraçar ele sempre apertava o rosto da pessoa contra o dele e falava: - "Me ajuda meu irmão. A classe trabalhadora não pode ficar sem um líder Nem que for um cima de um caixote eu jamais deixarei de defender a nossa classe. O voto não se compra, se conquista. Minha mãe branca,. minha mãe preta, fiquei órfão quando era muito jovem, e fiquei responsável por seis irmãos, todos pequenos e sei o quanto é triste uma criança pedir um doce e a gente não ter o dinheiro para comprar. Se nós formos vencedores vocês não terão na prefeitura um prefeito, mas um irmão". Ele sempre tinha uma palavra para o pobre, para o rico, para o jovem, para as mulheres, para os idosos, para as pessoas da cidade e para as pessoas da roça. Ele sabia entrar e sair de qualquer ambiente. Lembro-me que na campanha vitoriosa de 1988, após o último comício na Vila Oliveira fomos comer um lanche na Holandesa Chegando lá o ambiente não nos era favorável. 80% das pessoas que ali estavam eram do grupão. Eu, e outros candidatos à vereador nos sentamos e cumprimentamos apenas os conhecidos. Já Perazolo passou de mesa em mesa e na maior cara de pau, pediu votos pra todos. Só ele mesmo!....Ganhou aquela eleição sem gastar quase nada. Já o adversário mesmo contratando Ronnie Von, Sidney Magal e Trio los Angeles....perdeu é claro. José Carlos Farina

PERAZOLO E A TRANSA DO CAVALO
Em uma certa campanha política fui junto com o Perazolo e equipe de filmagens gravar para o horário político, no Lago São Fernando. A filmagem estava indo bem.. o Perazolo estava acertando o improviso. Quando todos estavam felizes com a gravação, em um determinado momento ouve-se risos no set de gravação. Perazolo olha de lado e pergunta em tom áspero: - por que estão rindo pô, onde foi que errei? o que eu falei de engraçado? aí nós mostramos do lado um cavalo cruzando com uma égua. Ele não aguentou e riu até ficar vermelho.
JOSÉ CARLOS FARINA
JOSÉ CARLOS FARINA

segunda-feira, 6 de junho de 2016

MANOEL FLORES SEGURA E FAMÍLIA


Farina
Na foto tem meu pai Manoel Flores,é seus 3 filhos,Fernando Flores Ricardo Flores Maria Flores e um tio nosso (Alexandre Carlos Moreira). este era filho do meu avô Valdomiro Moreira do primeiro cartório ( tabelionato) de Rolândia (hj dos Grassanos). Meu pai foi o primeiro gerente do primeiro Banco (o Noroeste ). 

COMENTÁRIO: Ele era tbm radio amador e levantou parte da história quando descobriu que Rolândia começou de fato em 29/06/34, quando teve inicio a construção do Hotel Rolândia. JOSÉ C. FARINA

ROLÂNDIA ANTIGA: SEU MARTINS ( JUIZ DE PAZ ) E O CINEMA

Meu pai casou muitos casais ai em Rolândia. por ser juiz de paz, e não enxergar muito bem, meu pai e minha mãe sentavam-se quase no meio do cinema, nas duas primeiras poltronas da fila. Ninguem , por respeito, sentava no lugar que passou a ser deles mesmo sem ter uma indicação, ou uma reserva. Lembrança de uma cidade querida de um povo muito querido. Mesmo que o filme, do domingo,atraísse uma multidão para o cinema. Lá estava o lugar dos dois. TARCISIO MARTINS ( FILHO)
COMENTÁRIO:
Depois de ler este texto lembrei de tudo. Sim.. eles iam ao cinema quase todos os dimingos e todo mundo respeitava o lugar deles. Obrigado Tarcisio. um abraço. FARINA







sábado, 4 de junho de 2016

ROLÂNDIA: ESTATUA DO ROLAND ANOS 60 NA PRAÇA CASTELO BRANCO

Até o final dos anos 70 a estatua estava fixada no centro da praça castelo branco, próximo do atual chafariz. O nome da praça na época era Bento Munhoz da Rocha Neto. FOTO DO ACERVO DE PAULO DELGADO