quarta-feira, 29 de julho de 2015

ESTILOS ARQUITETÔNICOS E TENDÊNCIAS NO NORTE DO PARANÁ ( ANOS 30 até hoje )


É interessante verificar que a evolução das cidade se dá pelas obras em moda. Assim ocorreram a moda das bandas e dos coretos. Posteriormente chegou a vez das fontes luminosas. Que inveja nós, de Rolândia, sentíamos de Arapongas, ou de Cambe com suas águas coloridas dançantes, depois veio a onda das rodoviárias, assim o que seria um mercado municipal em nossa cidade se transformou na rodoviária que funciona até hoje, depois a onda dos ginásios de esporte, Neste quesito passamos nossas vizinhas, Construímos um ginásio dos mais modernos e com tecnologia revolucionária. Chegamos na época dos calçadões e calçadinhos, e finalmente os ridículos portais. TARCÍSIO MARTINS
COMENTÁRIO:
Concordo plenamente Tarcísio. Você só esqueceu de mencionar que estas tendências passou primeiramente pelas Estações de Trens. Acrescento também a evolução do estilo das casas. Primeiro vieram as feitas de troncos de palmitos, depois as de madeira de peroba, depois as de alvenaria. As Casas de alvenaria dos anos 40 a 50 eram feitas de tijolos maciços e forradas com stuck. Após os anos 60 com o emprego do concreto e lajes foram evoluindo e melhorando. Nos anos 30 a 60 quase todas as casas tinham fogões a lenha aparecendo as chaminés. Por causa dos fogões a lenha muitas casas tinham aquecimento de água com serpentinas. Uma economia muito grande. Mas importantíssima observações você nos trouxe. Poucos atentaram para esta "evolução". Um abraço. JOSÉ C. FARINA

SITE HISTÓRIA DE ROLÂNDIA RECEBE ELOGIOS









Marcos Ferreira Bueno Eu vo falar o que.. nasci ai em 1960.. meu vo foi chofer de taxi na rodoviaria nos anos 30..40.... parabens amigo Farina fotos que emocionam...




Clarice Mazer sou uma catarinense que ama rolandia, e as postagens suas sao maravilhosas parabens

terça-feira, 28 de julho de 2015

JOSÉ FARINA FILHO UM PIONEIRO DE BOA TÊMPERA























































FOTOS ANTIGAS DE ROLÂNDIA ANOS 50 INÉDITAS

FARINA
agora segue para você curtir fotos da arquibancada do estadio do NAC em dia de jogo, o hospital São Paulo, Rolândia vista do avião e o club concórdia. Grato pela publicação.. Estou procurando uma foto do Coreto... era moderno para a época. Vai uma foto dos meus aluninhos.. Veja se os conhece .. abraço... TARCISIO MARTINS










































































ROLÂNDIA: LIVRARIA MARTINS AO LONGO DA HISTÓRIA

A livraria Martins funcionava onde hoje é a Funerária Bom Pastor. FOTOS ENVIADAS POR TARCISIO MARTINS







































































































domingo, 26 de julho de 2015

ESCOLA DO CARAMURU



APRENDIZADO PÉ NO CHÃO...
Emociona a lição nostálgica das crianças descalças mantida nas imagens históricas do Caramuru. A escolinha ainda de pé está ao lado do moderno Centro Comunitário que foi inaugurado hoje... Valeria a penaIrene Mologni organizar mais um incrível mutirão e Caramuru e região ganhar o antigo espaço escolar como um “museu histórico”! Quanta “vida, história, riqueza e esforços” poderiam, por esta testemunha viva em pé, dar novas lições! DANIEL STEIDLE

sábado, 18 de julho de 2015

A 40 ANOS GEADA ERRADICOU CAFEZAIS DO NORTE DO PARANÁ


Geada negra, que erradicou todo o plantio de café no Norte do PR, completa 40 anos hoje

Manhã gelada de 18 de julho de 1975 alterou em definitivo a economia, a geografia e a cultura do Paraná

  • Diego Antonelli E José Carlos Fernandes, Da Gazeta Do Povo
  • 18/07/2015 Imagem da propriedade de Antonio no ano seguinte à geada. Em 1976, a família já voltou a plantar café (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)

O ouro verde virou cinzas da noite para o dia. Um cheiro forte de café torrado tomou conta de toda Região Norte do Paraná. A Geada Negra não poupou ninguém e a manhã de 18 de julho de 1975 mudou para sempre a história do estado. As alterações na formação urbana e econômica são duas das marcas que permanecem quatro décadas após um dos maiores golpes sofridos nas lavouras paranaenses.
A soja assumiu a dianteira do mercado agrícola e a população rural teve uma redução de 60% em 40 anos – passando de 4,5 milhões de pessoas para 1,5 milhão. Cerca de 300 mil famílias de trabalhadores ficaram sem emprego. O prejuízo chegaria a 600 milhões de cruzeiros – na época esse valor equivalia a 75 milhões de dólares –, apenas nas lavouras de café.
  • Amostras do café sendo processado (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    Amostras do café sendo processado (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
  • Samuel Faustino Romero Sanches Filho, no galpão londrinense em que os apetrechos da lavoura cafeeira são mantidos intactos: não tem como falar do Norte do PR sem remeter aos tempos áureos do café (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    Samuel Faustino Romero Sanches Filho, no galpão londrinense em que os apetrechos da lavoura cafeeira são mantidos intactos: não tem como falar do Norte do PR sem remeter aos tempos áureos do café (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
  • Imprensa de todo Brasil e estado repercutiu a geada negra (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    Imprensa de todo Brasil e estado repercutiu a geada negra (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
  •  (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
  •  (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
  •  (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
    (Crédito: Lineu Filho / Gazeta do Povo)
“Ninguém gosta de lembrar muito, não. Foi difícil para nossa região essa Geada Negra. A principal atividade agrícola era o café”, conta Samuel Faustino Romero Sanches Filho, que tinha 18 anos quando viu a cultura cafeeira iniciada ainda por seu avô, na década de 1940, ser completamente dizimada.
Ao olhar pela janela da fazenda em que morava, em Londrina, no Norte Novo, Samuel teve a ingrata surpresa de ver o chão todo coberto de gelo. “Com o passar do dia, a cor foi mudando e dois dias após foi sofrido ver a lavoura toda seca, queimada”. Estima-se que o frio alcançou a marca de 3,5° C negativos, no abrigo. Mais de 850 milhões de pés de café foram queimados – 80 mil na lavoura da família de Samuel.
Ao pisar no campo para conferir o prejuízo, o solo ruía tal qual um gelo rachando. Ao ver a situação dos pés de café, alguns trabalhadores e proprietários não seguraram as lágrimas. O desespero era inevitável. A cultura do café nunca mais se recuperaria de tamanho baque. Para quem plantava, era como ter a casa devastada.
Sem trabalho e sem renda, muitos produtores e trabalhadores rurais se viram com uma interrogação pairando sobre o futuro. O agricultor, também de Londrina, Antonio José Frangovic, hoje com 73 anos, lembra o desânimo que se abateu sobre a população. “Muitos foram embora para outros estados e cidades. Foram tentar a vida no comércio ou em outras culturas agrícolas”, conta. Além disso, a frustração provocada pela Geada Negra foi gigantesca. “Atrás dela veio muita fome, muita disputa, briga e discórdia”, relata.
O êxodo
Com base em dados censitários do IBGE, observa-se que somente durante a década de 1970, cerca de 1,2 milhão de pessoas deixaram o campo no Paraná. A Geada Negra acelerou o processo de êxodo rural – que vinha se desenhando desde a década de 1960.
Embora, o principal destino dessas pessoas tenha sido Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e o atual território do Tocantins, muitas foram tentar a vida nas áreas urbanas dentro do Paraná. Fato que implicou uma reconfiguração das cidades do estado. Curitiba, por exemplo.
“A maioria das cidades sofreu com um crescimento, muitas vezes desordenado, devido ao afluxo dos antigos trabalhadores ou colonos das fazendas. Muitos se tornaram volantes ou boias-frias”, explica o historiador e professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Roberto Bondarik. Segundo ele, cerca de 80 mil pequenas propriedades deixaram de existir no Paraná entre 1975 e 1985.
Quarenta anos depois, a zona cafeeira do Norte do estado ainda sente a falta do café. Mas não há mais remédio. Como diz o agricultor Samuel Sanches Filho, que logo após a geada se dedicou ao plantio exclusivo de soja, todos teriam que conviver com aquilo para sempre. “Não tinha outro jeito a não ser se restabelecer e procurar novos horizontes”.

Geada negra

A Geada Negra recebe esse nome porque queima as plantas por dentro, deixando-as com aparência escura. A baixa temperatura e o vento intenso causam o rápido congelamento da seiva. “O vento frio colabora para que a geada seja bastante intensa. Foi o caso. Uma geada como a de 1975 aniquilou toda a produção de café. Nesse caso, seria preciso esperar três anos até o café se recuperar. Quando ocorre uma geada dessas, o tronco queima até o nível solo. Mas depois o café brota”, explica o agrônomo Irineu Pozzobon.

Um século de cafezais

“Paraná do café” tem início em meados do século 19, no chamado “Norte Pioneiro”, estendendo-se até 1975, ano da Geada Negra que devassou cafezais


1860 – Primeiros registros do plantio do café no Paraná , então uma extensão da zona cafeeira paulista.

Década de 1920 – Norte Pioneiro se integra à economia paranaense. Porto de Paranaguá vai exportar 30 mil sacas.

1927 – Companhia de Terras Norte do Paraná compra meio milhão de alqueires e a revende a pequenos e médios agricultores. Região chegará a 26 mil lotes rurais.

Década de 1950 – População paranaense ultrapassa 2 milhões de habitantes. Apenas no Norte do Paraná, 100 mil famílias serão fixadas. Café ultrapassa a extração de madeira e o mate.

Década de 1960 – Modelo de concentração cafeeira começa a dar sinais de esgotamento – soja ganha espaço. Aumentam migrações para a cidade – capital passa de 300 mil para 600 mil habitantes.

17 de julho de 1975 – Neva em Curitiba. Jornais destacam a paisagem europeia da capital.

18 de julho de 1975 – Em Londrina, termômetros marcam -3,2° C. Geada Negra era um fato. Produção de café será reduzida a zero.

19 de julho de 1975 – Governador do Paraná, Jayme Canet Jr., decreta o fim da cafeicultura no Paraná. Êxodo do campo para a cidade vai atingir 2,5 milhões de pessoas no estado, durante aquela década. Perto de 300 mil lavradores ficam sem emprego

1976 – Início do Plano de Revigoramento dos Cafezais, com plantio de 130 milhões de novas covas e mais 50 milhões no ano seguinte, mas cultura não se recupera.

Ipardes; No tempo do Canet, (2015); Dennison de Oliveira (2001).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ROLÂNDIA - PR. EM 1967 ( RELATO DE UM EX-MORADOR )

Em 1967. Rolândia tinha duas vilas a Operaria e vila oliveira. a Oliveira tinha fama de ser ruim. onde moravam maus elementos. coisa assim. hj não sei mais. a operaria era bem menor... nessa época Eurides moura tinha uma padaria.. nessa época entregavam o pão nas casas numa carrocinha puxada com cavalo... uma charrete... no pescoço do cavalo um sininho... o pão era deixado numa caixinha na cerca na frente da casa e ninguém pegava.. nos bairros não existiam asfalto. existia a viação carreira. com seus ônibus "modernos" na época. .. e todo mundo ia tomar banho na represa. do município. (o Ingazinho)... como chamavam...vc podia andar a noite todas nas ruas não era assaltado. entre tantas outras coisas amigo. MARCOS FERREIRA BUENO
COMENTÁRIO
E tinha o cine Rolândia e o Cine Bandeirantes, onde podia-se trocar gibis nas matinés dos domingos e depois assistir Tarzan ou gim das selvas. Piscina? Só a do country club, chique pra caramba! Tinha a holandesa e a branca de neve para tomar frapê ou banana split. Beber grapetti era no bar do seu Pedro ou no do Daniel, um em cada esquina da Igreja. Mas no do seu Pedro tinha um sorvete que era ótimo.Tinha a Rádio em frente aos cinemas onde a gente ia assistir aos programas sertanejos ao vivo. Tinha os concursos de bandas escolares, Kennedy, souzão, santo Antonio; aqui eu tocava caixa de guerra. O asfalto estava começando no entorno do centro, foi quando asfaltaram a castro Alves. Época do botinudo Amadeu Puccini. Tinha também os circos que se instalavam onde hoje é o ginásio de esportes; leões e elefantes, foi a primeira vez que vi. Ia jogar bola no campo dos marianos, hoje Bairro Manoel Müller. Jogava betsy e bola de gude e fazia papagaio para soltar no pátio da caixa d´água.O muro das casas era baixinho, não tinha roubo ou violência. Eta época de ouro!